ESPECIAL HALLOWEEN: 5 FILMES DE TERROR COM CENOGRAFIAS DE ARREPIAR

Halloween é uma festa muita popular comemorada em vários lugares do mundo no dia 31 de outubro. Segundo historiadores, suas origens são de um festival realizado pelos celtas na Europa, o Samhain: festival da colheita e o ano novo do povo celta. A tradição do Halloween chegou aos EUA com a imigração de irlandeses, desde então, a festa se fundiu com costumes americanos e se tornou em umas das maiores festas por lá. Aqui no Brasil, é cada vez mais comum nos depararmos com a influência do Dia das Bruxas, lugares e lojas decorados com fantasmas, morcegos, abóbaras e muita teia de aranha são apetrechos obrigatórios nas festas à fantasia.


Em especial desta data que adoramos, selecionamos 5 filmes com cenografia de arrepiar para vocês assistirem neste Dia das Bruxas - já que não podemos sair para as festas devido à pandemia da COVID -19, #fiqueemcasa.

A cenografia faz um papel fundamental dentro da trama, ela estimula sensações para o telespectador e algumas vezez, um cenário diz mais que um diálogo, né?

Agora vamos ao que interessa!


O Iluminado (1980) - Stanley Kubrick

Sem sombras de dúvidas, O Iluminado (The Shining - 1980), é um dos maiores clássicos de terror dos últimos tempos. Jack Torrance (Jack Nicholson), é um aspirante a escritor que está sofrendo bloqueio em suas escritas e aceita um trabalho de zelador no isolado Overlook Hotel, nas Montanhas Rochosas do Colorado. Junto com sua esposa, Wendy Torrance (Shelley Duvall) e o jovem filho Danny Torrance (Danny Lloyd), que possui habilidades paranormais, se instalam no hotel no inverno e ficam totalmente isolados devido tempestade de neve. Jack enlouquece pela infuência sobrenatural do hotel e tenta assassinar sua família.

Cena de O Iluminado - Warner Bros./Reprodução

Cena de O Iluminado - Warner Bros./Reprodução


Stanley Kubrick é um gênio do enquadramento - lembram de Uma Odisséia no Espaço? Os corredores produzidos para O Iluminado, traz sensação de amplitude e desconforto de que algo terrível sempre está para acontecer. A cenografia do hotel é bem neoclássica e alguns ambientes é possível notar influência do estilo art deco, destaque também para os tons fortes, em que algumas cenas se destaca apenas uma cor.

A Montanha Sagrada (1973) - Alejandro Jodorowsky

Provocativo e cheio de imagens chocantes, A Montanha Sagrada (La Montaña Sagrada - 1973), conta a história de um ladrão (Horácio Salinas), que possui "semelhanças" físicas com Jesus ocidental, saí em busca de um guial espiritual depois de se decepcionar com a igreja. O guia espiritual (Alejandro Jodorowsky), o apresenta para sete pessoas, cada um representa um planeta do sistema solar, e partem para a montanha sagrada em busca da imortalidade.

Cena do filme A Montanha Sagrada de Alejandro Jodorowsky

Cena do filme A Montanha Sagrada de Alejandro Jodorowsky


A Montanha Sagrada se tornou um ícone cult, a sua cenografia é marcante, recheada de misticismo e simbolos pagãos. Não é considerado exatamente como um filme de terror, pode ter significado diferente para cada telespectador, mas permite levantar questionamentos sobre a intolerância religiosa, consumismo desenfreado e guerras. O que não deixa de ser um terror para nós, não é mesmo?


Midsommar (2019) - Ari Aster

A produtora A24 não está para brincadeira. Depois de "A Bruxa" (2016), "Hereditário" (2018) ela nos presenteia com a obra Midsommar (2019) . Depois de um evento traumático que a deixou com problemas psicológicos, Dani (Florence Pugh) viaja com seu namorado e os amigos dele para uma comunidade alternativa chamada "Harga", em uma área remota no norte da Suécia. Um local agradável e com natureza esplêndida, escodem rituais bizarros e perturbadores.

Cena de Midsommar - A24./Reprodução

Cena de Midsommar - A24./Reprodução


A cenografia do filme é belíssima, cheia de símbolos pagãos foreshadowing, nas parades das casinhas, em que o autor antecipa determinado desfecho ao público. A casinha amarela em formato triângular é intrigante em meio ao campo, destaque também para o estilo escândinavo. O filme foge do óbvio em que filmes de terror só acontecem à noite, uma inovação em um estilo já saturado.


Maria e João: O Conto das Bruxas (2020) - Osgood Perkins


Baseado no conto de fadas dos irmãos Grimm, a adaptação de Maria e João: O conto das Bruxas (Gretel e Hansel), não decepcionou. Com uma fotografia incrível e cenário sombrio, a fábula é contada de uma forma conceitual e com atmosfera densa.

Os dois irmãos, João (Samuel Leakey) e Maria (Sophia Lillis), são abandonados pelos pais e são obrigados a perambular por uma floresta densa, famintos, encontram uma casinha onde reside uma senhora (Alice Krige), que oferece abrigo e banquete digno de rei aos visitantes. Ao passar dos dias, os irmãos percebem que a algo de estranho os rondam e começam a questionar o porquê da gentileza da velhinha.


Cena de Maria e João: O conto das Bruxas - Orion Pictures/Reprodução

Cena de Maria e João: O conto das Bruxas - Orion Pictures/Reprodução


O diretor Osgood Perkins, construiu um verdadeiro cenário sombrio para esta adaptação, que nos faz lembrar, em alguns momentos, de A Bruxa (The Witch, 2015). A forma do triângulo aparece em diversas vezes no longa e em algumas cenas a silhueta da bruxa aparece ao centro, trazendo desconforto por não podermos ver a sua face sombria. Cenário minimalista, gótico e cheio de simbolismo ocultista, o filme é uma pérola para a nova geração do terror.


Suspiria (1977) - Dario Argento

Como uma cenografia cheia de cores fortes (a maioria vermelha) e sonoplastia incomoda, Suspiria (1977), se tornou um grande clássico cult do cinema.

O filme conta a história da dançarina Suzy Bannion (Jessica Harper), uma bailarina americana que ganha uma bolsa de estudos na Alemanha, em uma das mais renomadas escolas de dança da Europa. Logo Suzy percebe que está em ‘’apuros’ em uma escola de fachada com muito assassinatos e bruxaria.

Este clássico ganhou um remake em 2018 por Luca Guadagnino e com as maravilhosas atrizes Tilda Swinton, Dakota Johnson, Chloë Grace Moretz, Mia Goth e a estrela do primeiro filme, Jessica Harper.

Cena de Suspíria - Salvatore Argento./Reprodução

Cena de Suspíria - Salvatore Argento./Reprodução


O cenário de Suspiria é intenso, em muitas vezes com figuras geométricas e ambientes simétricos com paredes aveludadas. Argento abusou das cores vermelhas e cenas monocromáticas, despertando a sensação de desconforto no telespectador. Com certeza é um dos filmes mais lembrados do gênero terror, pelo seu apelo visual e sonoplastia enlouquecedora.


Gostaram das dicas? Conhece algum outro?

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Happy Halloween!